Eu caminhei pela história em alguns momentos, bestamente, sem saber o que rolava, e que era tão sério. Tô me lembrando de uma festa que rolou na USP, lá pelos idos de 72,73. Eu já estava na casa dos 16 anos e ia no vácuo do meu irmão (sempre ele!) e testemunhava a explosão sexual no campus. Já que as modas chegam primeiro na universidades, e com força! Isso me remete aos estudos teóricos do romantismo, lembra que os "nêgo " mais ricos iam estudar na europa e traziam as modas. Na verdade, a moda agora era americana, aqueles papos da Betty Friedan, queimar os sutiãs, com isso o " frege " era geral. Pega um , pega geral. Eu, um otário suburbano, viajava nas festas e já começava a triscar meu violãozinho, na onda mpbisticas de festas que rolavam...Querendo me dar bem...
Um sábado à tarde todos convidados para um Show na USP, com um time da pesada :
Chico Buarque, Paulinho da Viola , Fagner ( recém gravado no Phono 73 ), MPB-4 e Moraes Moreira, que tinha acabado de sair dos Novos Baianos. O Show realizado na Praça do Relógio foi quase um Woodstock, começou meio dia e foi até sete da noite. Antes, e eu estava presente no CEPEUSP, teve um jogo entre o time do Chico contra o time do Carlinhos Vergueiro. Politheama X namorados da Lua. Havia uma galera de frequentadores dos bares da Waldemar Ferreira, que combinou ir e se encontrar lá. E o DCE da USP tava vendendo bebidas para apoiar algumas causas. Um de nós, e eu não lembro quem, achou,sem querer o esconderijo das batidas. E roubou uns 25 litros, traindo a causa. Gente, o que nós bebemos foi uma grandeza... Desnecessário dizer, que caimos de quatro, a ponto de na saída, um outro de nós, acho que o Deo, entrar com carro e tudo no laguinho da FAU.
Houve um momento de frenesi, alguém gritou que Luís Melodia estava no meio da multidão. Euforia e decepção . Era um clone, que logo foi descoberto. Tomou de brinde uns setecentos e oitenta e sete cascudos. Quem na junto também era um cara que tinha feito algum sucesso na Jovem Guarda, Trini Lores, que imitava o Trini Lopes. Putz, a gente fazia, de sacanagem, prrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Mano, o cara ficava puto. Sei que ali, pela primeira vez, namorei uma universitária, da Biologia, que morava no CRUSP.( Isso no bairro te colocava num patamar diferente de conquistadores. a moça era tão moderna, que me deu um pé na bunda depois de propor um " namoro aberto " e eu não topar) Pois é.
Então é isso, meus blogueiros me perdoem a falta de assunto, mas estou queimando a mufa tentando resgatar algumas coisas dessa minha desgastada cachola. E é já, que tô na área, com umas estórias mais cabeludas dessa minha anônima, mas com muita graça sobrevivência.
