domingo, 25 de janeiro de 2009

VEJAM SÓ QUE FESTA DE ARROMBA


Eu caminhei pela história em alguns momentos, bestamente, sem saber o que rolava, e que era tão sério. Tô me lembrando de uma festa que rolou na USP, lá pelos idos de 72,73. Eu já estava na casa dos 16 anos e ia no vácuo do meu irmão (sempre ele!) e testemunhava a explosão sexual no campus. Já que as modas chegam primeiro na universidades, e com força! Isso me remete aos estudos teóricos do romantismo, lembra que os "nêgo " mais ricos iam estudar na europa e traziam as modas. Na verdade, a moda agora era americana, aqueles papos da Betty Friedan, queimar os sutiãs, com isso o " frege " era geral. Pega um , pega geral. Eu, um otário suburbano, viajava nas festas e já começava a triscar meu violãozinho, na onda mpbisticas de festas que rolavam...Querendo me dar bem...


Um sábado à tarde todos convidados para um Show na USP, com um time da pesada :


Chico Buarque, Paulinho da Viola , Fagner ( recém gravado no Phono 73 ), MPB-4 e Moraes Moreira, que tinha acabado de sair dos Novos Baianos. O Show realizado na Praça do Relógio foi quase um Woodstock, começou meio dia e foi até sete da noite. Antes, e eu estava presente no CEPEUSP, teve um jogo entre o time do Chico contra o time do Carlinhos Vergueiro. Politheama X namorados da Lua. Havia uma galera de frequentadores dos bares da Waldemar Ferreira, que combinou ir e se encontrar lá. E o DCE da USP tava vendendo bebidas para apoiar algumas causas. Um de nós, e eu não lembro quem, achou,sem querer o esconderijo das batidas. E roubou uns 25 litros, traindo a causa. Gente, o que nós bebemos foi uma grandeza... Desnecessário dizer, que caimos de quatro, a ponto de na saída, um outro de nós, acho que o Deo, entrar com carro e tudo no laguinho da FAU.

Houve um momento de frenesi, alguém gritou que Luís Melodia estava no meio da multidão. Euforia e decepção . Era um clone, que logo foi descoberto. Tomou de brinde uns setecentos e oitenta e sete cascudos. Quem na junto também era um cara que tinha feito algum sucesso na Jovem Guarda, Trini Lores, que imitava o Trini Lopes. Putz, a gente fazia, de sacanagem, prrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Mano, o cara ficava puto. Sei que ali, pela primeira vez, namorei uma universitária, da Biologia, que morava no CRUSP.( Isso no bairro te colocava num patamar diferente de conquistadores. a moça era tão moderna, que me deu um pé na bunda depois de propor um " namoro aberto " e eu não topar) Pois é.


Então é isso, meus blogueiros me perdoem a falta de assunto, mas estou queimando a mufa tentando resgatar algumas coisas dessa minha desgastada cachola. E é já, que tô na área, com umas estórias mais cabeludas dessa minha anônima, mas com muita graça sobrevivência.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A INVICTUS E O TELEVIZINHO.









Minha irmã mais velha, sempre foi muito forte. Uma das características mais presentes nas minhas lembranças, é de sua força. Quando apareceu a televisão em Osasco, uma prima minha Flávia, nossa vizinha no Cipava, comprou uma televisão. E todos os dias, ao final da tarde, tinha teste . Passava umas fitas em série, uma , que eu me lembro era a Comedy Kapper. Era um filme mudo, meio Carlitos e muito rápido. Prá nós, era um barato.Pouco a pouco, foram aparecendo programas e todo dia, da tarde prá noite era sagrado: ir à casa da minha prima. Às vezes minha prima saía e muito egoísta, trancava a televisão.Isso mesmo, tinha chave, a porra da televisão, o que me causava um revolta sem fim.










Minha irmã tinha começado a trabalhar e já comprava sapatos prá gente de presente, roupas e tudo mais. Era nosso papai noel. Um dia ela chegou resfolegando, quase ao final do dia, com uma INVICTUS nas costas.Quase morreu a pobre, de cansaço, trouxe da Cidade de Deus até o Cipava. Era Chão. Daquele dia em diante, assumimos um novo status. Tinham três televisores no bairro. E a mais moderna era a nossa.Exatamente, minha irmã trouxe um plástico, meio gelatinoso, com três côres, na mesma folha: azul, verde e amarelo. Colado com fita isolante. Pronto , nossa televisão era colorida. Fugimos da mesmice do p&b. Um luxo.


Bebíamos a dita cuja.Aprendemos com a propaganda dos cobertores parayba, a hora de dormir.

Daí prá frente, hora de tevê, só casa cheia. A lição de casa, era feita em tempo recorde. Tempo bom aquele... A gente apagava o lápis, com miolo de pão. Hoje eu vejo criança com borracha, que escreve e apaga, 2.0, e não sabe a tabuada do 7.Um dia meu primo takira, porque tinha cara de japonês, avançou na televisão, por causa de um bolo pulman.Queria entrar na televisão, o louco.



Um outro fato, que causou espécie (?), Seo Samuel nosso vizinho, foi participar de uma gincana, na excelsior. Ele ficava num estúdio e dizendo sim ou não e concorrendo a prêmios. Estávamos todo mundo torcendo prá ele. Quando ele respondeu sim , no lugar do não e trocou um Gordini, que ele tinha acabado de ganhar, por uma chupeta. ô burro! Ficou famoso no bairro.



E dá-lhe seriado ( f.d.p, que terminava sempre no melhor pedaço, como diria o poeta),programa de música do Simonal, Corte Rayol Show, O Direito de Nascer, e a luta livre.( Isso parava o Btrasil!)

Minha mãe lutava junto com os bons... Eu tinha uma raiva do Aquiles, do Rasputin, e gostava do Hércules, do Ted Boy Marino, do Fantomas. Minha mãe, segurava uns travesseiros e lutava com eles, sofrendo com os bonzinhos e vibrando quando eles iam à forra. Meu pai, catedrático, dizia que era tudo marmelada, mas socava junto. A diversão para nós, moleques, era quando o sacana do "segundo", que tava ali só para cuidar do lutador e segurar a água, entrava. E ajudava bater nos bonzinhos. Nossa a gente ficava puto. Mas adorava quando eles , eram ajudados por algum outro lutador. E recompunha a igualdade. As lutas australianas de duplas. Ah, o pior segundo era o " perninha ", ele judiava dos mocinhos.Eu consegui vê-los um dia no Circo. Meu coração quase saiu pela boca. A tietagem era explícita. Anos depois, a vida me põe de volta à real, era tudo marmelada.Até o sangue tirado, covardemente dos mocinhos... tsk tsk
























quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ORA PRO NOBIS, LAMPIÃO


Meu avô materno era maravilhoso. As visitas à sua casa eram extemporâneas e se tornavam viagens, dada a distancia de Osasco até a Vila das Palmeiras, perto da Vila Carolina, zona norte.Coisa de três horas. Meu pai não gostava, mas minha mãe insistia e lá íamos nós. Os oito, parecendo um cortejo. (Houve um tempo em que meu avô morava em Itapevi, onde tive a honra e a alegria da efemérides, a honra quando nasci, dia em que uma tia chamada Vitória, quase me leva à lona. ( Soltou rojões para comemorar minha chegada e o susto estourou o cordão umbilical.Quase deu perda total!)E a alegria quando mudei para Osasco, de onde só saí para nascer) Meu avõ teve uma pensão em Itapevi nos começo dos anos 50, acho que, nessa época, Jesse James ainda andava , por lá.


Esse meu avô era um contador de estórias sem par. Contemporâneo de Lampião, Rei do Cangaço, me encantava com suas lendas de Lampião e Seu Bando. Meu vô sempre foi muito católico e desde cedo ajudou muito na igreja. Todos os dias rezava, religiosamente o Rosário de Nossa Senhora. Tanto, que um papagaio, que o acompanhava desde o início, tinha decorado o Ofício de Nossa Senhora em latim. Ora pro nobis.


A casa do meu avô tinha cheiro diferente.Um cheiro de fantasia, de novidade, de mistério.Percebem, que não falo de minha avó? Essa, prá nós era um mistério maior que as estórias de pirata e o Triãngulo das Bermudas. Branquíssima (Meu pai, muito bocudo, falava, que ela não gostava de preto.No caso, os pretos éramos nós.De fato, minhas primas e primos do lado de minha mãe eram quase todos brancos.) Minha vó era simpática, sem abusar desse patamar. Ela tinha uma altivez natural. Não morria de amores pelo meu pai, que achava que ela tinha cara de peixe e em off, a chamava de Maria Pacú. Não me lembro de nenhum gesto de carinho de minha vó.


Já, meu vô, Auto da Silva Pintadinho, dava para fazer par com a Dona Benta, do Lobato. Gastava todo o tempo em atenção aos netos. minha irmã Elisa, não gostava de ir à Casa do meu Avô, que tinha que dar bença.Marceneiro, como José, e Maestro de Banda, como Villa Lobos tinha ensinado como tocar um instrumento a cada filho.Eu me lembro, que meu Tio Zé tocava trombone, meu Tio Joaquim Piston.


A prosopopéia da minha preferência era de como Lampião, perdeu uma " Vista ". ( Um olho, seus burros!)


Em resumo, foi rolando num ingazeiro para fugir das balas dos " macacos " ( tradução simultânea: polícia ). E eu perguntador como sempre:

Vô e ele não tinha dificuldade prá atirar ? Ao que ele calmamente:

- E tú prá atirar não fecha um olho?


E dá-lhe contar as maldades de lampião, que só respeitava nessa vida, Padre.

Um dia meu vô deparou, como sacristão, acompanhando um padre que fazia casamentos no interior da Bahia, com Lampião e seu bando. O susto foi maior, que o trajeto. Diz Lampião, à benção seu padre. E o padre esporando o pobre do cavalo, Deus abençõe! E tome reio!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

NO ÚLTIMO TANGO




Eu era um moleque curioso demais... E houve uma época, que prá eu não encher muito o saco, minha mãe resolveu, que eu venderia pirulitos. Daqueles puxa-puxa feito em casa. Meu tio fez um tabuleiro e lá ia eu pela cidade.Vendendo, na verdade, mais comendo que vendendo. Eu nunca tive vocação prá vender lhufas. Tinha vergonha. Eu sei, que eu saia e vendia , conforme podia, se sobrasse, eu comia. E na hora de prestar contas, haja imaginação prá contar estórias prá minha mãe, que queria pelo menos , o do açucar. Eu estudava no Sesi, da Alfredo Sturlini, ali aprendi as primeiras letras, vi a primeira calcinha de mulher, num tombo de uma colega ( as de irmã no varal, não vale) e as calcinhas eram feitas em casa.Feias, que só.


Um dia, na volta da escola, encontrei um cachorrinho e justo eu, que não era de muita frescura com cachorro, me encantei. Eu já sabia de antemão que meu pai, não ia querer mais um cachorro em casa. Como o bicho estava dentro de uma caixa de sapato, eu aproveitei e levei com tudo.




Chegando em casa, falei com minha mãe, que tirou o corpo fora e falou prá eu me entender com meu pai. Ou seja, sem acordo. Meu pai era um adorável ignorante. Que que eu fiz, me plantei em copas. Fiquei quieto prá esperar o tempo passar e ver se introduzia o cachorro na família. Á noite, em pleno silêncio de nossa televisão invictus desligada, ouve-se um barulho na casa. Um roc roc, que parecia barulho de rato. Era o bendito do cachorro, que eu não sei como, tinha pego a dentadura do meu pai ( que "TIRAVA UMA PESTANA NO COPO") e estava brincando com ela. Niquí meu pai viu, sic, deu logo uma de costa de mão, e o nanico veio prá cima, avançando, e meu pai gostou da valentia ( eu diria, ousadia) dele e deixou-o ficar conosco, onde morreu muitos anos depois. Eram ele e um ganso, responsáveis pela guarda da casa, que num tinha nada roubável, mas vai saber... O Chamamos de Tango. Por quê? Sei lá eu, também vocês querem saber cada coisa...




Uns 50 anos depois eu descubro, que a " marca " do cachorro era Pincher. Eram outros tempos, não existia ração,não tinha roupinha (ele dormia encima de uns cobertores velhos, e bota velho nisso! O que sobrava os cachorros comiam, e num tinha essa viadagem toda. A longevidade me traz a nostalgia, tô ficando velho e fresco! Minha primeira escola, meu primeiro cachorro, é o tempo, testando as peças e cobrando as emoções, que eu vivi e nunca tinha contado.Eu que sempre fui tão chato comas palavras, agora me escoro em literatice.




Prá justificar o título, que merda aquilo, hein? O Marlon Brando vai prá cima da Maria Scheneider, que nem era muito do ramo, e quando soube que ela era " bolacha" mandou que ela passasse a margarina. Se é que me entende? Sai prá lá, sô.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Pato N´água e o Crítico de Tribuna.


O Théo da Cuíca era músico do Jogral, aliás, excelente e eu o reencontro via orkut, depois de mais de 30 anos e tamo marcando para nos falar ao vivo e à cores. O Théo quandso chegava era uma loucura, mexia com o cozinheiro, desarrumava as coisas do Balto, que vivia organizando, zuava o porteiro. Era um inferno. Num dos dias, ele chega todo contente e ele tinha um jeito esparramado de dizer, que o samba dele tava cotado na " Vai Vai " . E cantarolava " Olha o samba, olha o frevo, olha o maracatú, que tomou conta do Brasil de norte a sul " (...) E realmente ganhou. O samba dele, Théo da Cuica, Bulau e Dominguinhos do Estácio foi um sucesso na avenida. E Pato n´água seguia todo orgulhoso, mas cruzou, como jurado com um jornalista do Diário da Noite, que eu nem vou falar, que era o Arley Pereira e parece que ele tinha escrito um texto, que o pato se sentiu ofendido e olhou feio prá ele. Ele lá da tribuna fez um sinal de vou te f..... O Pato não teve dúvidas largou o comando da bateria e pulou da avenida para a tribuna para dar uma porrada no mesmo. E quem segurava o homi? Essa estória entrou para o folclore do carnaval de São Paulo e o Théo que conta por inteiro.Foi um sururú.
Samba Enredo da Vai-Vai 74

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Serginho Maestro e o Stradivarius


Eu me lembro que um dia estavam bebendo, e isso eles quase não faziam, no Jogral, numa verdadeira invasão carioca,os caras do Pasquim, Jaguar, Tarso de Castro,Fausto Wolf Sergio Cabral e companhia. Eles fizeram um monte cartuns no banheiro. Umas das frases era " Assaltado o Banco do Brasil, por ladrões de verdade. Isso em plena ditadura. Era um orgasmo.Mas, alguém, provavelmente um músico escreveu : A mulher do músico é a música. E que relação maluca é essa enfeitiçada de música e músico. Pois é, no dia do " Churrasco com o Seo Paulo Vanzolini ", que pode ser visto num post anterior.(Nossa parece propaganda da Light. " Leio Mão e Faço Amarração ". é macumba ou sado masoquismo?). Eu pude presenciar uma declaração concreta do que é essa doideira.


Estávamos nós, no churrasco, embriagados pelas várias latas de cerveja , alguns metros de cachaça de Minas e o canto maravilhoso de Tião Preto e Ana Bernardo, das canjas do Seo Vanzolini, quando o Serginho Maestro, que despejava milhões de notas de seu violão, foi traído pelo banquinho de plástico e veio ao chão.Desespero geral, pois ele caiu de costas, quase batendo na churrasqueira. Num gesto de autodefesa, ele protegeu o violão, bateu a cabeça. Não houve maiores danos, ainda assim bateu o bojo do violão e tirou um trisco da cabeça. Todo mundo preocupado. Ele se sacode e brada:


- A cabeça que se foda! Queria salvar meu violão.E saiu tocando de novo, como se nada houvesse havido.




Precisa de maior declaração de amor à música?

domingo, 28 de dezembro de 2008

O Vereador da Vila


O Zé Sasso era dono da Vila Yara, quando surgiu o bairro; a família dele era meio latifundiária do lugar, que à época, era dividido em sítios, ele o mais velho dos irmãos, vendia frutas.Nasceu no dia de todos os Santos. Então virou José Santos Sasso. A italianada não discutia com santo, cumpria. O Zé Sasso tinha caminhão, ele e o Bimbo, outro fundador do Corinthinha e eles levavam o time quando tinha que jogar fora. O Zé Sasso sempre ajudou o Corinthinha de coração, e jogava. Era ruim, mas se impunha. Houve uma época, em que era presidente e jogava. Botava a camisa 10 nas costas e ia distribuindo : - pro cê, pra você ... E assim seguia até terminar as camisas...



Isso, quem dizia, era o Barão, goleiro baixinho, mas saltador; seu cunhado e desafeto político, motorista aposentado da Eternit, seis vezes candidato a vereador, bem votado, mas nunca eleito. Comentado à boca pequena, que era um verdadeiro herói de alcova.
Pois bem, não resisto, mesmo o tópico tendo sido aberto para falar do Sasso, vou abrir um parênteses para falar do cunhado, que era uma figura. ( O Gili, esse era o nome do Barão, nos seus 65 anos tinha um vigor físico invejável. Era forte, o veinho! E cheio de manias... Uma delas, só tomava banho frio. O primeiro às seis da manhã, fosse que estação fosse. E pela rotina de seus hábitos, sofreu algumas sacanagens familiares, por um grupo rival, liderado pelo cunhado caçula e composto pelo seu filho, mais velho. Um dia de inverno, os malandros foram até o Ceasa e compraram duas barras de gelo e jogaram dentro da caixa d'água, que tinha sido instalada fora, com um chuveiro especial de praia, para os banhos do Barão. Dia estranho de inverno, seis horas da madruga, lá está o Barão de Calção e havaianas, pronto pro banho. Quando entra, quase morre de susto, a água estava a quase zero grau. Por pouco não cai um iceberg na cabeça do Barão.)


Voltemos ao Zé Sasso, que se meteu na política e em 1966 e se elegeu, vereador. E assim seguiu por mais cinco legislatura. A Vila Yara sempre teve tratamento de rainha.
Sasso chegou à presidência da Câmara, em 1991 e , sempre foi generoso com os funcionários e com os colegas, e sempre foi respeitado, até pela oposição, como um presidente magnânimo. E é também apontado como o " Rei das gafes ". Por exemplo, uma vez numa sessão solene em comemoração aos " 100 Anos da Imigração Japonesa ", recebemos a visita do cônsul japonês em São Paulo. E pelo protocolo, o presidente agradece às autoridades. Ao que o Sasso segue:
- Eu queria agradecer o Cônsul do Japão. ( Um assessor lhe avisa, que o cônsul está acompanhado da esposa e ele retifica):
- Eu queria saudar o cônsul e a consa!

Outra sessão, o plenário pegando fogo, com uma briga entre oposição e situação. E ele tira do colete:
- Eu vou pedir pro plenário, não se manifestar. Se continuar, eu vou mandar evacuar no plenário.

Outra, ele é portador de uma miopia leve, coisa de uns trinta graus. E não usa óculos. Então, nós que o assessorávamos, andávamos ao seu ladso pra soprar os eleitores, por perto. Seu Zé, ali ao lado tá o Carlinhos Tubaina, do Sto Antoninho, que foi seu cabo eleitoral, lá. Na passagem, ele cumprimenta:
- Fala, Guaraná! (rs) E nós, É Tubaina! E ele, é tudo refrigerante!